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Glossário

Siglas

APM Associação Paulista de Medicina
DAEE Departamento de Águas e Energia Elétrica
EPM Escola Paulista de Medicina
PCESP Policia Civil do Estado de São Paulo
PMESP Policia Militar do Estado de São Paulo
SCC Secretaria da Casa Civil
SEC Secretaria de Estado da Cultura
SEESP Secretaria de Estado de Energia de São Paulo
SEMA Secretaria de Estado do Meio Ambiente
SES Secretaria de Estado da Saúde
SMA Secretaria do Meio Ambiente
SMC Secretaria Municipal de Cultura
SME Secretaria Municipal de Esportes
SMVMA Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
PUC Pontifícia Universidade Católica
UFSP Universidade Federal de São Paulo
USP Universidade de São Paulo

Álea – o mesmo que aléia. Caminho (de jardim, parque, etc.) ladeado de árvores ou arbustos; alameda.

Anhangabaú – Riacho da capital paulista, hoje canalizado. Sobre ele se construiu o Vale do Anhangabaú. De Anhangaba – y: rio das diabruras, dos malefícios do diabo. Isto porque o rio alagava e as águas empoçadas eram causa de enfermidades.

Armaria – Conjunto de armas; armamento. A arte heráldica.

Art déco – Movimento nas artes decorativas, que surgiu na década de 1920 e dominou a década de 1930, e que, inspirado basicamente no cubismo e nos preceitos da nova arquitetura, buscava o equilíbrio dos volumes, certa singeleza linear e uma fácil adaptação à produção industrial.

Art nouveau – Estilo decorativo que floresceu aproximadamente entre 1895 e 1914, surgido como reação ao historicismo imitativo do século XIX, e que se caracteriza, em princípio, pela assimetria das linhas sinuosas, pelas formas orgânicas (longos cabelos, folhas, flores, etc.) e pela originalidade da imaginação.

Araraquara – De arara+coara: o buraco, o esconderijo das araras. Cidade do Estado de São Paulo.

Avanhandava – De abá-nhandavaba: lugar por onde o homem passa correndo por causa dos perigos que um dos saltos do rio Tietê oferece a São Paulo. Rua da cidade de São Paulo.

Bandeirista – O mesmo que bandeirante. Indivíduo pertencente a uma bandeira (expedição armada que desbravava os sertões – fins do século XVI a começos do século XVIII – a fim de cativar o gentio ou descobrir minas).

Biotério – Viveiro de cobaias e outros animais empregados em experiências de laboratório, produção de soros, vacinas, etc.

Botucatu – De ytu, vento e catu, bom: bons ares, bom clima. Cidade do Estado de São Paulo.

Butantã – De yby, terra; tãtã, duríssima. Bairro da capital paulista.

Cambuci – ou cambucy. Apresenta as variantes camucym, camotim, significando jarro, pote. Bairro da capital paulista.

Cananéia – Feminino de cananeu. Este do latim cananeus, natural do país de Canaã. Cidade do Estado de São Paulo.

Canindé – Arara – figurado: barulho, gritaria. Bairro da cidade de São Paulo.

Caxingui – Rato do banhado. Bairro da cidade de São Paulo.

Companhia das Índias – Porcelana da China, de aparecimento tardio nesse país, fabricada em grande quantidade por encomenda das companhias ocidentais de navegação para ser exportada para a Europa, sobretudo nos séculos XVII e XVIII. Conforme sua pintura, distinguem-se o tipo branco e azul, o tipo rosa e o tipo negro.

CONDEPHAAT – Conselho Nacional de Patrimônio Histórico, Artístico, Ambiental e Turístico.

Coropés – a margem do Coró. Rio murmuroso do Ceará (tem significado de rato).

Corumbataí – ou corumbatay. De corumbatá ou corimbatá, pequeno peixe dos rios e y, rio: o rio dos corimbatás.

Espeleotema – Formação rochosa no interior de cavernas. Pedaços de rochas, estalagmites, etc.

Exsicata – Do latim, dessecada. Coleção de Botânica com exemplares de folhas, frutos, flores e sementes.

Filatelia – Estudo dos selos do correio que se usam nas diferentes nações, metodicamente colecionados.

Galiléia – ou galilé. Galeria adossada ao portal de uma igreja, geralmente com altura um pouco maior do que a dele.

Goitacazes – goitacaz. O nômade ou errante sem paradeiro certo.

Guabiju – De guabi-yu, fruto comestível da árvore guabijuzeira, da família das mirtáceas. Local do Rio Grande do Sul.

Guaicuru – Tribo de índios cavaleiros do Mato Grosso. Rua da cidade de São Paulo.

Guarapiranga – De guara, garça, e piranga, vermelha. Nome de represa da capital paulista.

Iapuranga – De yapó, pântano, brejo e anga, alma, visão, sombra, assombração: visão do pântano.

Iapuranga – De Ybyrá, árvore, e puera, que já foi e não o é mais: mata que já foi mata. Parque da capital paulista.

Ikebana – ou Iquebana. Arte japonesa de arranjo de flores, com regras tradicionais.

Imaginária – Figura humana bordada, pintada ou esculpida. Arte da representação de imagens sagradas.

Informalista – Arte informal. Tendência surgida nas artes plásticas européias, por volta de 1950, que repudia qualquer forma tradicional, como meio de pôr em destaque a capacidade expressiva da matéria aplicada espontaneamente.

Ipiranga – De Y, rio, e piranga, vermelho. Riacho e bairro da capital paulista.

Itambé – ou itaimbé, de ita-aimbé, a pedra afiada, ponteaguda.

Itapuranga – Imagem da pedra; pedra que emerge da água.

Itaquera – de ita, pedra e coera ou cuera, aquilo que já foi e não é mais. Então itaquera será a pedreira abandonada.

Itaú – Pedra preta, o ferro.

Itororó – De y-toróro. Esta repetição róró indica que o rumor das águas é muito grande. Rio que jorra barulhentamente. Rua da cidade de São Paulo.

Itu – De y, água, rio, e tu, queda d’água, cachoeira. Cidade histórica do Estado de São Paulo.

Jabaquara – De yabá, fujão e quara, refúgio, esconderijo. Antigo quilombo de escravos fugidos. Bairro da cidade de São Paulo.

Jacaré – De ya-caré. Aquele que olha de lado, que é torto.

Jaú – É nome de um peixe fluvial. Rio e cidade do Estado de São Paulo.

Jundiaí – ou jundiay. De jundiá, bagre, e y, rio: o rio dos bagres. Cidade do Estado de São Paulo.

Juqueri – ou Juquery. De yu-ker-i, planta conhecida por mimosa, uma sensitiva que parece dormir quando se lhe toca. Para o nosso índio, Juqueri significava sal, porque das folhas desta planta extraiam uma espécie de sal para temperar a comida. Rio, cidade e serra do Estado de São Paulo.

Kitsch – Termo alemão que significa pedantismo e também mamarracho, empregado para designar objetos de mau gosto, pseudo-artísticos, de qualidade vulgar ou piegas, sejam eles originalmente produzidos em massa ou de maneira artesanal.

Litúrgico – Relativo a liturgia. Culto público e oficial instituído por uma igreja. Objetos usados para este culto.

Lorgnette – Óculo utilizado em espetáculos. Pequena luneta.

Macapá – O pomar de macabas; nome de uma fruta produzida por uma palmeira, ma-caba, a coisa gorda.

Medalhística – Estudo das medalhas e ordens honoríficas.

Meteorito – Corpo que se move pelo espaço cósmico e cai na superfície terrestre.

Modernista – Pertencente ou relativo ao modernismo. Designação genérica que abrange movimentos de vanguarda do século XX. Diz-se da obra ou do artista que a produz.

Mogi-guaçu – ou Moji-guaçu. Mogi, mboi, cobra e y, rio: rio das co¬bras ou rio que imita a cobra por suas curvas. Cidade de São Paulo.

Monjolo – Engenho tosco, movido a água, usado para pilar milho e, primitivamente, para descascar café.

Mooca – De Mo-oca, fazer casas, ranchos. Bairro da capital paulista.

Morumbi – De Murundu, obi: morro verde ou mór-undu, o montículo ou cone de terra. Morro e bairro da capital paulista.

Numismática – Ciência que se ocupa das moedas e medalhas.

Pacaembu – De paca-yembu, o riacho das pacas. Bairro da capital paulista.

Paramirim – De pará, rio ou mar e mirim, pequeno.

Paranapiacaba – De paraná-apiacaba: lugar de onde se avista o mar. Serra e cidade de São Paulo.

Piratininga – De pira, peixe e tininga, seco. Cidade, rua e bairro da capital paulista.

Pau-a-pique – Parede feita de ripas ou varas entrecruzadas e barro. Taipa.

Paulistinha – Imagem sacra de madeira, de pequeno tamanho, característica do período colonial, produzida no interior de São Paulo.

Pilotis – cada uma das colunas estruturais formadoras de um conjunto que sustenta uma construção, deixando livre, ou quase livre, o pavimento térreo.

Pinadeira – Peça usada por sapateiros e celeiros para abrir furos no couro.

Pretório – ou pretória. Sala anexa aos conventos na qual se julgavam os pleitos.

Primitivo – O mesmo que naïf. Diz-se de arte, especialmente a pin¬tu¬ra, desvinculada da tradição eru¬dita convencional e de van-guarda, e que é espontânea e popularesca na forma sempre figurativa, valendo-se de cores vivas e simbologia ingênua. Quem pratica arte naïf.

Puxado/a – Construção que prolonga o corpo central da casa.

Sertanista – Pessoa que se embrenha nos sertões à cata de riquezas. Bandeirante.

Sumaré – Nome de uma orquídea da qual se tira uma cola. Bairro da cidade de São Paulo.

Taipa – Parede feita de barro ou de cal e areia, utilizada no período colonial, cujas características, técnicas construtivas e componentes (conchas, óleo de baleia e até mesmo sangue de animal) variam conforme a região.

Taipa de pilão – Técnica muito empregada no período colonial; consiste em barro socado com palha num pilão e colocado num taipal para a construção de paredes. Introduziam-se, transversalmente, pequenos paus roliços envolvidos em folhas geralmente de bananeira, produzindo orifícios cilíndricos, que permitiam o ancoramento do taipal em nova posição.

Taipa de sopapo ou de mão – Diz-se da técnica da taipa cujas paredes são feitas com barro atirado com a mão, a sopapo.

Taipal – Cada uma das tábuas entre as quais se calca o barro na construção das taipas.

Tabatinguera – De tabatinga, barro branco, e guera, abandonado, fora de uso. Rua de São Paulo.

Tatuapé – De tatu-apé: o caminho dos tatus. Bairro da capital paulista.

Teodolito – Instrumento óptico para medir com precisão ângulos horizontais e verticais, muito usado em trabalhos geográficos e geodésicos.

Tietê – Rio e cidade de São Paulo. De Ty, rio e etê, fundo, ou eté, verdadeiro, legítimo. Há dúvida entre rio fundo ou rio verdadeiro, ou ainda rio de muitos tiês, canário da terra.

Tibiriçá – ou Tibereçá, contração de tyby-reçaba, a vigilância da terra, o vigia da terra, o maioral ou principal. Famoso cacique de Piratininga que muito ajudou a Anchieta.

Travertino – Mármore da região de Tívoli, Itália.

Tremembé – De tere-membé, o brejo que treme. Rio, bairro da cidade de São Paulo e cidade do Estado.

Ucharia – Cômodo utilizado para depósito de mantimentos variados.

Ubatuba – De ybá-tiba, o lugar das canoas, o porto das canoas. Cidade do Estado de São Paulo.

Vermeil – Prata dourada, que se emprega em baixelas e artefatos de luxo. A própria baixela ou o artefato.

Xingu – Rio afluente do Amazonas.

Whisky – Em português, uísque. Bebida típica do Reino Unido. Aguardente feito de grãos fermentados de centeio, milho, ou cevada.

Bibliografia

ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de (Coord.) et al. Guia de Museus Brasileiros, USP/Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária. Comissão de Patrimônio Cultural, São Paulo, 1997

FERNANDES, Paula Porte S. (org.). Guia dos Documentos Históricos na Cidade de São Paulo (1554-1954). São Paulo: Ed. Hucitec/ Neps, 1998.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o Dicionário da Língua Portuguesa. 3a ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1999.

LEMOS, Carlos. O que é Patrimônio Cultural? São Paulo: Ed. Brasiliense, 2000. O que é arquitetura? São Paulo: Brasiliense, 1980.

MARCONDES, Luiz Fernando. Dicionário de Termos Artísticos. Rio de Janeiro: Edições Pinakotheke, 1998.

PONCIANO, Levino. Mil Faces de São Paulo. Pequeno Dicionário Histórico e Amoroso dos Bairros de São Paulo. São Paulo: Ed. Fênix, 1999.

SEVCENKO, Nicolau. Pindorama Revisitada. Cultura e sociedade em tempos de virada. São Paulo: Ed. Peirópolis, 2000.

SILVEIRA Bueno, Francisco da. Vocabulário Tupi-Guarani Português, 3a ed. São Paulo: Brasilivros Editora, 1984. Grande Dicionário Etmológico. Prosódico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Ed. Lisa S.A, 1968.

SUANO, Marlene. O que é museu? São Paulo: Ed. Brasiliense, 1986.

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