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CASA DE ANCHIETA - SMC

A 25 de janeiro de 1554, o padre Manoel de Paiva celebrou uma missa, oficializando a instalação do Real Colégio de São Paulo de Piratininga. Estavam presentes Manoel da Nóbrega e José de Anchieta. Era apenas uma cabana de madeira, construída com a ajuda de índios. Nascia São Paulo. O local fôra escolhido por sua posição estratégica, vista total de toda região, além de água farta e peixes dos rios próximos. Piratininga é um termo tupi, que significa "peixe seco". Os indígenas utilizavam o termo em alusão aos peixes que morriam à beira do Rio Anhangabaú. São Paulo de Piratininga foi o primeiro nome atribuído ao povoado formado em torno do colégio fundado pelos jesuítas.

Após a expulsão dos jesuítas, em 1640, o local passou a ser chamado Largo do Palácio e foi utilizado como sede dos Capitães Generais ou Palácio dos Governadores. Ao redor instalaram-se a Casa de Fundição, a Casa da Ópera – onde D. Pedro I foi aclamado rei em 1822 –, o Solar da Marquesa de Santos, sem falar nos ruidosos feirantes e agitado comércio da Rua do Carmo e da Ladeira do Palácio. Em 1881, a ala perpendicular à fachada principal do Palácio foi completamente remodelada. A cidade sofreu grandes transformações urbanas. Em 1953, o edifício que abrigou o Palácio dos Governadores foi demolido e nesta data encontrou-se a parede em taipa de pilão*, hoje em exposição. A taipa de pilão é uma técnica construtiva que caracterizou as construções paulistas dos séculos XVI, XVII, XVIII e primeira metade do século XIX.

Atualmente o edifício possui uma capela que mantém a torre original e boa parte das peças do altar. Nela estão expostos o fêmur e o manto de Anchieta. Embaixo da capela situam-se catacumbas antigamente utilizadas para o sepultamento de padres e de pessoas da sociedade consideradas importantes. No local, também há uma ampla biblioteca, com originais do século XVII. Na Igreja, realizam-se concertos musicais e, no auditório Manoel da Nóbrega, debates e conferências

Merece especial atenção o monumento "Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo", de 1925, localizado na praça externa do Pátio do Colégio, obra do escultor Amadeo Zani, com baixos relevos, referência a fatos históricos importantes da história de nossa coloni¬zação. No alto do monumento, a figura alegórica da cidade de São Paulo, uma mulher em cuja mão direita há um ramo de louros e uma foice, representando a glória e o trabalho e, em sua mão esquerda, uma tocha, fogo simbólico que representa a religião e a cultura.

Praça Pátio do Colégio, 84, Centro, CEP 01016-004
T 3105-6899 / 3105-6898
museu@pateocollegio.com.br
www.pateocollegio.com.br
Visitação: Terça a domingo, das 9h às 16h30. Visitas monitoradas.
Acesso para pessoas com deficiência locomotora.
Metrô Sé. Ônibus e estacionamento nas proximidades.

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