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MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO

Fundado em 1948 por Francisco Matarazzo Sobrinho e colaboradores, dentre eles o crítico de arte Léon Degand. Inicialmente, a coleção se destacava pelo conjunto de obras modernas e abstratas da vanguarda artística européia. Sua primeira sede estava na Rua Sete de Abril, 230, no mesmo andar onde se encontrava o MASP. Francisco Matarazzo também foi o fundador das antigas Bienais do MAM que deram origem à atual Bienal Internacional. A primeira Bienal data de 1951 e sua importância crescente vem desde então projetando o Brasil no cenário mundial das artes.

Em 1963, o acervo do Museu de Arte Moderna foi doado à Universidade de São Paulo, vindo mais tarde a constituir o Museu de Arte Contemporânea. Alguns diretores do MAM logo iniciam uma luta não só para reaver as obras doadas à USP, mas, também para manter o nome Museu de Arte Moderna. Esta luta termina com a doação da coleção Carlo Tamagni, em 1967, que passou a formar o núcleo inicial da atual coleção, que cresce a cada ano por meio de doações e aquisições.

O MAM se localiza há trinta anos sob a marquise projetada por Oscar Niemeyer, no Parque Ibirapuera, local ocupado pelo Pavilhão Bahia durante a 5a Bienal Internacional. Em 1968, o Pavilhão foi reformado por Giancarlo Palanti, criando-se condi-ções museográficas para que o MAM fosse aí instalado. Em 1982, o Museu passou por uma nova reforma segundo projeto da arquiteta Lina Bo Bardi. Em 1993, foi criado o jardim das esculturas e um novo projeto deu condições de armazenagem e recuperação de seu acervo. Em 1996, uma nova reforma modernizou tecnicamente o MAM, realizou o projeto do auditório e reformulou a biblioteca, além de outras melhorias.

O Museu tem se destacado pela realização de exposições temporárias e retrospectivas de artistas nacionais e internacionais. Paralelamente, na sala Paulo Figueiredo, há mostras do acervo, vasta coleção de arte contemporânea e moderna. Merecem destaque Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Flávio de Carvalho, Brecheret, Di Cavalcanti, Lívio Abramo, Alfredo Volpi, Francisco Rebolo dentre outros. Desde 1969 realiza-se anualmente uma exposição chamada Panorama da Arte Brasileira, que apresenta o que há de mais contemporâneo nas artes visuais no Brasil. Até hoje os Panoramas apresentaram aproximadamente 800 artistas de todo o país e premiaram mais de 75. Há no acervo do MAM mais de 145 obras adquiridas por prêmios aquisitivos e doações de artistas que participaram dos Panoramas. Uma visita ao Museu de Arte Moderna não pode prescindir da apreciação do parque Ibirapuera, de sua extensa marquise ou de um passeio pelas suas alamedas, tão frequentadas. Merecido destaque deve ser dado ao conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer e equipe.

O MAM também conta com a biblioteca multimídia Paulo Mendes de Almeida, especializada em arte moderna e contemporânea (35.000 títulos, entre livros, slides, vídeos e cd-rom, revistas e catálogos, o Centro de Estudos Luís Martins, com acervo riquíssimo, composto de correspondências, crônicas, fotografias, manuscritos, revistas e livros raros e o Arquivo Moussia Pinto Alves (pintora e escultora modernista).

No auditório Lina Bo Bardi, palestras e ciclos de cinema. O MAM conta com o departamento de Ação Educativa que orienta professores, alunos visitantes e o público em geral por meio de cursos de pintura e história da arte, entre outros temas.

Parque Ibirapuera, Portão 3 (ao lado da Bienal), CEP 04094-000
T 5085-1300 / 5049-2342
biblio@mam.org.br
www.mam.org.br
Visitação: Terça-feira a domingo e feriados das 10h às 18h.
Acesso para pessoas com deficiência locomotora.
Entrada franca aos domingos. Ônibus e estacionamento nas proximidades.

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